sexta-feira, 18 de maio de 2012

O pensamento faz o meu destino

Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras.

Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes.

Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos.

Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores.

Mantenha seus valores positivos, porque seus valores …

Tornam-se seu destino.

 (Mahatma Gandhi)

Corpo de Dor


Principais conceitos:

·         O corpo de dor é uma entidade semiautónoma que habita em cada um de nós e que se alimenta de sofrimento, de infelicidade, de dor.

·         Como todos os seres precisa de se alimentar – o seu alimento é constituído por emoções negativas (ansiedade, medo, raiva, ira, crueldade, ódio, inveja, ciúme, …), energia negativa.

·         O corpo de dor é algo que se entende com o nosso coração e menos com a nossa mente. Sentimos que é real, que é causa de tanto mal à nossa volta, mas a nossa mente tudo faz para negar a sua existência. Ou seja, é um choque saber que todos possuímos algo que sente prazer em criar e prolongar a dor e o sofrimento para nós e para os outros.

·         O corpo de dor está diretamente relacionado com o nosso ego e com as emoções. O Ego depende do grau de identificação com a nossa mente, com o pensamento. Por sua vez, as emoções nascem da reação aos pensamentos produzidos pela mente.

·         Os pensamentos e emoções que fazem parte do ego são aqueles com os quais nos identificamos por inteiro, que julgamos como sendo a nossa própria pessoa. Quando se convertem no nosso “eu”.

·         A inteligência do nosso organismo físico reage ao que a nossa mente diz, reage aos nossos pensamentos. A isso chamamos emoção.

·         Devemos distinguir as respostas instintivas das emoções. As primeiras acontecem perante uma ameaça ou um desafio: ira primordial, medo, prazer. Trata-se de uma resposta direta do corpo a uma situação externa.

·         Uma emoção pode ser a resposta a uma situação ou acontecimento real, mas é uma resposta que passa pelo filtro da interpretação mental, introduzindo os conceitos mentais de bom e mau, gosto e aversão, eu e meu.

·         O corpo não sabe distinguir entre uma situação real e um pensamento – pensamento que sente como se fossem uma realidade.

·         A voz que existe dentro da nossa cabeça (que se faz passar por nós) conta-nos uma história em que o corpo acredita e à qual reage. Nascem as emoções. Estas devolvem energia aos pensamentos que as criaram. É um ciclo vicioso que leva à criação emocional de histórias.

·         A educação tem um peso relevante na criação de pressupostos implícitos e inconscientes: “Não se pode confiar nas pessoas”; “Ninguém me respeita nem me dá valor. Tenho de lutar pela minha sobrevivência” ;“O dinheiro nunca é suficiente”; ”A vida desilude-nos sempre”; “Não mereço a abundância”; “Não mereço o amor” – Que dão origem à nossa realidade pessoal.

·         O que é uma emoção negativa? É uma emoção que é tóxica para o corpo e que interfere com o seu equilíbrio e o seu funcionamento harmonioso: Medo, ansiedade, ira, má vontade,  tristeza, ódio ou aversão profunda, ciúme, inveja – todas prejudicam o fluxo de energia que percorre o nosso corpo. Constituem a infelicidade.

·         Existem emoções positivas geradas pelo ego amor/posse, enaltecimento/critica,festa/ressaca… e aquelas que são profundas=estados do ser: amor, alegria e a paz; - que não têm oposto;

·         Os resíduos de dor deixados para trás por uma forte emoção negativa que não foi totalmente encarada, aceite e abandonada juntam-se, formando um campo energético que vive dentro das células do nosso corpo. Trata-se da dor da infância, ma também nas emoções dolorosas que lhe foram acrescentada posteriormente, durante a adolescência e a vida adulta, muitas delas criadas pela voz do ego. *A este campo energético de emoções antigas, mas ainda muito vivas, que habita dentro de quase todos os seres humanos que EcKhart Tolle dá o nome de Corpo de dor.

·         O corpo de dor não é apenas individual – tem ligação com a dor sofrida por inúmeros seres humanos ao longo da história da Humanidade, que é uma história de permanentes guerras tribais, de escravidão, pilhagens, violações, tortura e outras formas de violência.

·         Os recém-nascidos quando vêm ao mundo já carregam um corpo de dor emocional.

·         O corpo de dor pode ajudar as pessoas a ganharem consciência. (Nem sempre é só negativo)

·         É preciso mais consciência para o reconhecermos em nós próprios, do que nos outros. Assim que a infelicidade nos domina, não só não queremos que ela acabe, como também queremos que os outros se sintam tão infelizes como nós, para nos alimentarmos das suas reações emocionais negativas.

·         O corpo de dor pode encontrara-se num estado latente ou ativo.

·         Ele desperta do seu estado latente quando tem fome, quando tem de se reabastecer. Em alternativa, pode ser desencadeado por algum acontecimento em qualquer altura. Perante um acontecimento insignificante serve de estímulo a um novo desencadear do processo – basta o que alguém diz ou faz ou, ainda, um simples pensamento.

·         As emoções positivas e os pensamentos positivos também são formados por energia. Porém não são digeríveis pelo corpo de dor.

·         O nosso corpo de dor vai tentar provocar as pessoas com quem vivemos, espicaçá-las, para se poder alimentar do drama subsequente.

·         O corpo de dor dos outros também fazem o mesmo, tenta despertar o nosso, para ambos se poderem alimentar mutuamente. Esta é a principal forma de transmissão do corpo de dor de geração em geração.

·         A maior parte dos corpos de dor deseja ambas as coisas, sofrer e infligir dor, mas alguns são predominantemente perpetradores ou vítimas. Alimentam-se sempre de violência emocional ou física.

·         Algumas pessoas carregam corpos de dor densos que nunca estão completamente latentes – mesmo a sorrir e a conversar educadamente deixam transparecer a sua infelicidade pronta a poder reagir culpando ou confrontando alguém ou alguma coisa que possa causar mais infelicidade.

·         Entretenimento, os mass média e o corpo de dor – as novelas, as notícias com uma carga negativa atraem muitos espetadores – quanto mais as coisas pioram, mais entusiasmados ficam os apresentadores e o público – é frequente o entusiasmo negativo ser gerado pelo próprio meio de comunicação.

·         Corpo de dor coletivo feminino – ativado particularmente na fase pré-menstrual. Nessa altura as mulheres são dominadas por intensas emoções negativas. O ego não domina tanto a mente feminina como a mente masculina.

·         Corpo nacional e racial – há países que apresentam um corpo de dor mais denso do que outros.

·         O único perpetrador do mal no nosso planeta: é a inconsciência humana. Reconhecer isso é o verdadeiro perdão. Deixamos de ser vítimas e o nosso verdadeiro poder emerge – o poder da presença.

·         LIBERTAÇÃO:

·                     - 1º Reconhecer que temos um corpo de dor.

·                     - 2º Manter a presença de modo a nos darmos de conta do corpo de dor;

·                     - 3º Reconhecer a infelicidade – quando ela existe;

·                     - 4º Deixar de suportar o ciclo do sofrimento – começar a despertar;

·                     - 5º Abandonar a identificação com o corpo de dor;

In: Um novo Mundo – Eckhart Tolle