A de Amor
B de Bom
C de Caridade
D de Dádiva
E de Eternidade
F de Fracassos
G de Gratidão
H de Humanidade
I de Imutável
J de Juventude
L de Lei
M de Motivação
N de Negativismo (dizer não ao negativismo)
O de Oposição (coexistência de valores opostos entre si)
P de Projeto e Potencialidade
Q de Questionar
R de Receber
S de Sabedoria (saber)
T de Trancendência
U de Unidade
V de Valores
X de Xeque-mate (à ingratidão)
Z de Zelar (pela vida)
Sou Educadora de Infância e mãe de um lindo menino de nome Miguel. Partilho momentos, pensamentos, emoções...
domingo, 15 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Amor Puro
"Quero fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão beme não se chateiam muito.
Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em 'diálogo'.
O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam 'praticamente' apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas,farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do 'tá tudo bem, tudo bem', tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso 'dá lá um jeitinho sentimental'.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou aloja.
Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor.
É essa beleza.
É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.
Tanto pode como não pode.
Tanto faz.
É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda deapanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor.
A 'vidinha' é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio,não é um destino.
O amor puro é uma condição.
Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe.
Não dá para perceber.
O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma.
É a nossa alma a desatar.
A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade.
É por isso que a ilusão é necessária.
A ilusão é bonita, não faz mal.
Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.
A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.
Ama-se alguém.
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos.
E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber.
É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter,querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder.
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a vida inteira, o amor não."
MEC
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão beme não se chateiam muito.
Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em 'diálogo'.
O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam 'praticamente' apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas,farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do 'tá tudo bem, tudo bem', tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso 'dá lá um jeitinho sentimental'.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou aloja.
Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor.
É essa beleza.
É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.
Tanto pode como não pode.
Tanto faz.
É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda deapanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor.
A 'vidinha' é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio,não é um destino.
O amor puro é uma condição.
Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe.
Não dá para perceber.
O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma.
É a nossa alma a desatar.
A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade.
É por isso que a ilusão é necessária.
A ilusão é bonita, não faz mal.
Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.
A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.
Ama-se alguém.
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos.
E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber.
É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter,querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder.
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a vida inteira, o amor não."
MEC
segunda-feira, 9 de abril de 2012
TE AMO!
Te amo de uma maneira inexplicável,
de uma forma inconfessável,
de um modo contraditório.
Te amo, com meus estados de ânimo que são muitos
e mudar de humor continuadamente
pelo que você já sabe
o tempo,
a vida,
a morte.
Te amo, com o mundo que não entendo
com as pessoas que não compreendem
com a ambivalência de minha alma
com a incoerência dos meus atos
com a fatalidade do destino
com a conspiração do desejo
com a ambigüidade dos fatos
ainda quando digo que não te amo, te amo
até quando te engano, não te engano
no fundo levo a cabo um plano
para amar-te melhor
Te amo , sem refletir, inconscientemente
irresponsavelmente, espontaneamente
involuntariamente, por instinto
por impulso, irracionalmente
de fato não tenho argumentos lógicos
nem sequer improvisados
para fundamentar este amor que sinto por ti
que surgiu misteriosamente do nada
que não resolveu magicamente nada
e que milagrosamente, pouco a pouco, com pouco e nada,
melhorou o pior de mim.
Te amo
Te amo com um corpo que não pensa
com um coração que não raciocina
com uma cabeça que não coordena.
Te amo incompreensivelmente
sem perguntar-me porque te amo
sem importar-me porque te amo
sem questionar-me porque te amo
Te amo
simplesmente porque te amo
eu mesmo não sei porque te amo…
Pablo Neruda
Te amo de uma maneira inexplicável,
de uma forma inconfessável,
de um modo contraditório.
Te amo, com meus estados de ânimo que são muitos
e mudar de humor continuadamente
pelo que você já sabe
o tempo,
a vida,
a morte.
Te amo, com o mundo que não entendo
com as pessoas que não compreendem
com a ambivalência de minha alma
com a incoerência dos meus atos
com a fatalidade do destino
com a conspiração do desejo
com a ambigüidade dos fatos
ainda quando digo que não te amo, te amo
até quando te engano, não te engano
no fundo levo a cabo um plano
para amar-te melhor
Te amo , sem refletir, inconscientemente
irresponsavelmente, espontaneamente
involuntariamente, por instinto
por impulso, irracionalmente
de fato não tenho argumentos lógicos
nem sequer improvisados
para fundamentar este amor que sinto por ti
que surgiu misteriosamente do nada
que não resolveu magicamente nada
e que milagrosamente, pouco a pouco, com pouco e nada,
melhorou o pior de mim.
Te amo
Te amo com um corpo que não pensa
com um coração que não raciocina
com uma cabeça que não coordena.
Te amo incompreensivelmente
sem perguntar-me porque te amo
sem importar-me porque te amo
sem questionar-me porque te amo
Te amo
simplesmente porque te amo
eu mesmo não sei porque te amo…
Pablo Neruda
quinta-feira, 5 de abril de 2012
NOVO SONHO...
Quero que esqueças tudo o que aprendeste em tua vida de tua vida. Este é o princípio de um novo entendimento, de um novo sonho. O sonho que vives o criaste tu. É tua percepção da realidade que podes mudar a qualquer momento. Tens o poder de criar o inferno e o de criar o céu. Por que não sonhar um sonho diferente?
Por que não utilizar tua mente, tua imaginação e tuas emoções para
sonhar o céu?
Só em utilizar tua imaginação poderás comprovar que acontecem coisas
incríveis.
Imagina que tens a capacidade de ver o mundo com outros olhos sempre
que queiras. Cada vez que abres os olhos, vês o mundo que te rodeia de uma
maneira diferente. Agora, fecha os olhos, e depois, os abre e olha. O que verás
é amor que emana das árvores, do céu, da luz. Perceberás o amor que emana
diretamente de todas as coisas, inclusive de ti mesmo e de outros seres
humanos. Ainda que estejam tristes ou enfadados, verás que por trás de seus
sentimentos, também enviam amor.
Quero que utilizes tua imaginação e a percepção de teus novos olhos
para ver a ti mesmo vivendo um novo sonho, uma vida na qual não seja necessário que
justifiques tua existência e na qual sejas livre para ser quem realmente és.
Imagina que tens permissão para ser feliz e para desfrutar para valer de tua
vida. Imagina que vives livre de conflitos contigo mesmo e com os demais.
Imagina que não tens medo de expressar teus sonhos. Sabes o que queres, quando
o queres e o que não queres. Tens liberdade para mudar tua vida e fazer que
seja como tu queiras. Não temes pedir o que precisas, dizer que sim ou que não
ao que seja ou a quem seja.
Imagina que vives sem medo de ser julgado pelos demais. Já não te
deixas levar pelo que outras pessoas possam pensar de ti. Já não és responsável da
opinião de ninguém. Não sentes a necessidade de controlar a ninguém e ninguém te
controla a ti. Imagina que vives sem julgar aos demais, que os perdoas com
facilidade e te desprendes de todos os julgamentos que costumas fazer. Não
sentes a necessidade de ter razão nem de lhe dizer a ninguém que está
equivocado. Respeitas a ti mesmo e aos demais, e a mudança, eles respeitam a
ti. Imagina que vives sem o medo de amar e não ser correspondido. Já não temes
que te recusem e não sentes a necessidade de que te aceitem. Podes dizer:
«Quero-te», sem sentir vergonha e sem justificar-te. Podes andar pelo mundo com
o coração completamente aberto e sem o temor de que te possam ferir. Imagina
que vives sem medo de te arriscar e de explorar a vida. Não temas perder nada.
Não tenhas medo de estar vivo no mundo e também não de morrer.
Imagina que te amas tal como és. Que amas teu corpo e tuas emoções
tal como são. Sabes que és perfeito tal como és. A razão pela qual te peço que
imagines todas estas coisas é porque são todas totalmente possíveis! Podes
viver num estado de graça, de felicidade, no sonho do céu. Mas para
experimentá-lo, em primeiro lugar tens que entender em que consiste. Só o amor
tem a capacidade de te proporcionar este estado de felicidade. É como estar
apaixonado. Flutuas entre as nuvens. Percebes amor vás onde vás. É de todo
possível viver deste modo permanentemente. O é porque outros o conseguiram e
não são diferentes de ti. Vivem num estado de felicidade porque mudaram seus
acordos e sonham um sonho diferente. Uma vez que sintas o que significa viver
em estado de felicidade, adorá-lo-ás. Saberás que o céu na terra existe para
valer. Uma vez que saibas que é possível permanecer nele, fazer o esforço para
consegui-lo só dependerá de ti. Há dois mil anos, Jesús falou-nos do reino dos
céus, do reino do amor, mas não tinha quase ninguém preparado para ouvi-lo.
Disseram: «A que te referes? Meu coração está vazio, não sinto o amor do que
falas, não sinto a paz que tu tens». Isso não é necessário. Só imagina que sua
mensagem de amor é possível e descobrirás que é teu. O mundo é precioso, é
maravilhoso. A vida resulta muito fácil quando fazes do amor tua forma de vida.
É possível amar o tempo todo se alguém escolhe fazê-lo. Quiçá não tenhas uma
razão para amar, mas se o fazes, verás que te proporciona uma grande
felicidade. O amor em ação só gera felicidade. O amor trar-te-á paz interior.
Mudará tua percepção de todas as coisas. Podes ver tudo com os olhos do amor.
Podes ser consciente de que o amor te rodeia por todas partes. Quando vives
desta maneira, a bruma de tua mente se dissipa. O mitote desaparece para
sempre. Isto é o que os seres humanos procuramos durante séculos. Durante
milhares de anos procuramos a felicidade, que é o paraíso perdido. Os seres
humanos esforçamos-nos muito por atingí-la, e isto faz parte da evolução da
mente. Este é o futuro da humanidade. Esta forma de vida é possível e está em
tuas mãos. Moisés chamou-a a Terra Prometida, Buda chamou-a o Nirvana, Jesus
chamou-a o Céu e os toltecas chamam-na o Novo Sonho. Por desgraça, tua
identidade está misturada com o sonho do planeta. Todas tuas crenças e teus
acordos estão aí, na bruma. Sentes a presença do parasita e achas que és tu.
Isto dificulta tua libertação: deixar marchar ao parasita e criar um espaço
para experimentar o amor. Estás vinculado ao Juiz e à Vítima. Sofrer faz que te
sintas seguro porque é algo que conheces à perfeição. Mas, em realidade, não há
razão para sofrer. A única razão pela qual sofres é porque escolhes fazê-lo. Se
examinas tua vida, descobrirás muitas desculpas para sofrer, mas não
encontrarás uma boa razão para fazê-lo. O mesmo ocorre com a felicidade. A
única razão pela que és feliz é porque escolhes sê-lo. A felicidade, igual ao
sofrimento, é uma escolha. Talvez não possamos escapar do destino do ser
humano, mas podemos escolher entre sofrer nosso destino ou desfrutar dele,
entre sofrer ou amar e ser feliz, entre viver no inferno ou viver no céu. Minha
escolha pessoal é viver no céu. E a tua?
Miguel Ruiz
Subscrever:
Mensagens (Atom)